O universo da beleza já conhece bem o Liftera — o ultrassom microfocado famoso pelo efeito lifting, melhora do contorno facial e estímulo potente de colágeno. Queridinho de dermatologistas e celebridades, o aparelho sul-coreano, usado para firmar a pele e tratar flacidez, agora amplia seu repertório: além de rejuvenescimento, ele também pode ajudar a controlar o suor excessivo.
A novidade vem de um relato de caso conduzido pela dermatologista Maria Cristina Arci, da UNIFESP, divulgado recentemente. A médica testou o Liftera 2 em um paciente de 27 anos com hiperidrose axilar moderada a intensa — um incômodo que, apesar de pouco comentado, afeta autoestima, rotina, guarda-roupa e até desempenho profissional. A região das axilas concentra entre 20 mil e 30 mil glândulas sudoríparas, e quem sofre com a condição costuma recorrer a antitranspirantes potentes, medicamentos ou toxina botulínica, soluções que exigem manutenção constante ou trazem desconforto.
Na pesquisa, o ultrassom microfocado foi aplicado seguindo o protocolo batizado de UltraDry, que mira as glândulas sudoríparas em profundidade precisa, criando pontos de coagulação térmica sem danificar a pele. Antes da sessão, testes mostraram que o paciente produzia 300 mg de suor em apenas cinco minutos — seis vezes além do considerado normal. Após o tratamento, o número caiu para menos de 99 mg, acompanhado de redução visível das áreas mais críticas. Resultado direto: menos suor, mais confiança.
“É uma técnica segura, eficaz e sem caráter invasivo, com resultados prolongados”, afirma Maria Cristina. Efeitos leves, como sensibilidade ou dormência temporária, podem ocorrer, mas tendem a desaparecer rapidamente. Para a dermatologista, o achado reforça a versatilidade da tecnologia, que extrapola o território estético e passa a atender a uma demanda funcional. Os estudos ainda estão em andamento, mas é fato que o aparelho de lifting desponta como uma promessa para quem busca controlar a hiperidrose sem depender de intervenções frequentes.